Leis regulam os fatores envolvidos tanto na admissão, quanto na demissão das pessoas. Isso tudo é da competência do direito trabalhista. Na hora de demitir, existe a demissão por justa causa inclusive. Já a demissão sem justa causa, encaixada no que é chamado de “direito discricionário do empregador”, pode gerar muitas objeções e dúvidas.
Uma pesquisa da Page Personnel, de 2018, aponta que 90% dos empregados são desligados por “conduta inesperada ou inapropriada”. E como, em termos de recursos e relações humanas, há sempre fatores subjetivos, a cultura organizacional, seus valores e relações determinam muito do que seja considerado inesperado ou inapropriado.
Para ilustrar a discussão neste programa, relato situações vivenciadas por mim em um caso de demissão. Ao lado de Deborá Evangelista e de Daniele Bressan, que sugeriu a pauta, descrevo alguns processos e pontuo situações de uma história que, como a de tantas pessoas, ganhou desfecho sem explicações e sem razões aparentes ou, ao menos, dialogadas em momento algum.
As relações de trabalho são uma parte fundamental da vida em sociedade, e a saúde ou o adoecimento dessas relações podem ter efeitos em vários outros aspectos de nossas vidas. Em termos de admissões e demissões, é correto que competências e comportamentos sejam pontos esclarecidos e discutidos com atenção, respeito e responsabilidade. Em uma empresa que se pretenda minimamente coerente, os trâmites envolvidos em contratação e dispensa de colaboradores devem ser postos com justiça e transparência. Vem pro Jogo!!!
Carla Torres, produtora e apresentadora
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